Diversidade Cultural

Diversidade Cultural
É preciso que saibamos respeitar as diferenças!!!!

Bem vindos ao Blog da Tolerância!

Rico em imagens e conteúdo informativo e educativo, o Blog da Tolerância tenta passar para os leitores, a importância do simples ato de respeitar e tolerar as diferenças, sejam elas, econômicas, sociais, religiosas e referente à orientação sexual. O mundo precisa de pessoas mais tolerantes e compreensivas!!!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Notas que são o bicho

Em breve, o nosso dinheiro vai estar de cara nova. O Banco Central e a Casa da Moeda vão colocar em circulação novas notas da nossa moeda, o real. Tudo para dificultar a falsificação das cédulas. Apesar da mudança, continuarão presentes o símbolo da República – aquele rosto que fica na parte da frente das notas – e os animais de cada uma. Mas você se lembra de todos os bichos que aparecem nas cédulas? Conhece bem cada um deles? Então, que tal saber um pouco mais sobre esses caras que vivem saindo do nosso bolso?

Beija-flor

Em 2005, as notas de um real deixaram de ser fabricadas. Mas, até então, nelas aparecia o beija-flor, uma ave miúda que tem fome de leão. Esse bicho precisa estar sempre comendo, já que gasta muita energia com o movimento frenético de suas asas. Nas cidades, é fácil vê-lo visitando garrafinhas com água e açúcar, usadas para alimentá-los. Mas sabia que foi um brasileiro quem criou esse bebedouro? Augusto Ruschi, pesquisador e defensor dos animais, era um apaixonado por beija-flores. Ruschi descreveu o beija-flor-de-peito-azul (Amazilia lactea), a espécie presente nas notas de um real. Mas, se, nessa cédula, a ave aparece sozinha, no passado a história foi diferente. Na nota de 500 cruzados novos - moeda que circulou no Brasil entre 1989 e 1990 -, Ruschi aparece ao lado da espécie que apresentou ao mundo.

Tartaruga-marinha 

Quem aparece na nota de dois reais é um bicho com história interessante: a tartaruga-de-pente. Ela vive nos oceanos Atlântico e Pacífico, onde habita as áreas de águas rasas e os arrecifes de coral. Essa espécie se alimenta de medusas, camarões, esponjas e lulas. Por séculos, o casco dessa espécie serviu para produzir vários objetos. No Brasil, era usado na confecção de pentes, um costume que deu origem ao nome popular da espécie. Já seu nome científico – Eretmochelys imbricata – foi dado porque as escamas do seu casco são dispostas de forma imbricada: isto é, estão sobrepostas, colocadas umas sobre as outraso. Mas você sabia que não é apenas no nosso dinheirinho que esse réptil – que está ameaçado de extinção – aparece? A tartaruga-de-pente está presente na cédula de 20 bolívares venezuelanos. Já o cientista que a descreveu pela primeira vez – Carl Linné – está na cédula de cem coroas, moeda de seu país natal, a Suécia.

Garça-branca

A garça-branca-grande (Ardea alba), bicho da nota de cinco reais, se adapta muito bem a diversos ambientes. Mesmo em locais muito poluídos e degradados – como o rio Tietê, em São Paulo –, onde a ave é encontrada. No período reprodutivo, aparecem, no dorso (costas) de machos e fêmeas, longas e delicadas penas chamadas egretas, que indicam que as aves estão aptas a se reproduzir. As egretas por muito tempo foram utilizadas como adorno nos chapéus e, no século 19, eram penas extremamente apreciadas. Essa garça, que é tão comum hoje, já foi muito caçada no passado. Atualmente, com o costume de usar essas penas fora de moda, a Ardea alba pode viver um pouco mais tranquila, mesmo em meio a tanta poluição.

Arara

Quer ver uma arara-vermelha em um lugar que não seja a nota de dez reais? Então, saiba que, no Brasil, essa espécie é encontrada na Amazônia, Cerrado, Caatinga, Pantanal e partes que restaram da Mata Atlântica. Como essa espécie tem origem na América do Sul, está presente também em vários países da região. A arara-vermelha se alimenta de frutas e sementes diversas, mas o curioso é que come também o barro dos barrancos. Tudo porque ele é rico em sódio e potássio, minerais que ajudam na sua digestão. Achou diferente? Tem mais! O macho dessa espécie costuma escolher uma fêmea para viver ao seu lado a vida inteira e somente em certas situações esse laço pode se desfazer. Por exemplo, se um deles morrer. 

Mico-leão-dourado

O mico-leão-dourado é o animal que enfeita a nota de 20 reais. Essa espécie é nativa da Mata Atlântica e só existe no Brasil. Com a destruição dessa parte da mata, o bicho esteve perto de desaparecer. Mas, hoje, já pode ser visto em algumas áreas que desenvolvem projetos de preservação. Os micos-leões-dourados geralmente nascem em pares de gêmeos e são muito apegados à mãe quando pequenos. As famílias da espécie costumam reunir de seis a sete integrantes e sempre têm um chefe. Ele comanda e conversa com os outros por meio de assobios, como é típico dos primatas.


Onça-pintada

O bicho que ilustra a nota de 50 reais é a onça-pintada. Esse felino habita áreas de floresta caracterizadas pela forte presença de água, como a Mata Atlântica, a Amazônia e até mesmo o Pantanal. Ainda assim, temos registro da ocorrência de onças-pintadas na Caatinga. Assim como leões e tigres, a onça-pintada faz um barulho diferente do miado característico dos felinos: é o esturro, um som grave e forte. Mas, apesar de todo esse vozeirão, esse animal é discreto na caça e dificilmente é visto. No seu habitat natural, as pintas da onça-pintada servem como camuflagem em meio à mata mal iluminada pelos raios de sol e facilitam a sua sobrevivência. Mesmo assim, com a destruição cada vez maior das florestas onde a onça-pintada costuma ser encontrada, essa espécie passou a correr risco de extinção.

Garoupa


Muito comum no sudeste do Brasil, a garoupa está presente também em várias partes do mundo e na nota de cem reais. Essa espécie se alimenta basicamente de peixes menores e crustáceos. Uma característica curiosa dessa espécie é que as garoupas nascem como fêmeas e se tornam machos por volta dos nove ou dez anos de idade. O tamanho que atingem e a vida longa que podem ter também chamam a atenção. As garoupas podem medir até 120 centímetros de comprimento e há registros de animais com 50 anos de idade. Infelizmente, muitas não chegam tão longe devido à pesca indiscriminada. Aliás, por demorar até poder se reproduzir e ser muito apreciada na culinária mundial, a garoupa está ameaçada de extinção. Portanto, pescá-la pode se tornar cada vez mais difícil. Tão difícil quanto encontrar uma nota de cem reais por aí.

Violência social

A violência social vem sendo praticada no mundo inteiro, em todas as classes da sociedade.
É uma luta pelo poder e pela sobrevivência. Uns matam e roubam para sobreviver, conseguir um pedaço de pão e ter com que se alimentarem, outros praticam a violência apenas com o objetivo de enriquecerem ainda mais e dominar a classe mais fraca.
Há rivalidades até entre famílias, filhos matando pais para tomar o que lhes pertence, irmãos brigando entre si, e até brigas por posses de terra, causando guerras e mortes.
Por qualquer motivo se pratica a violência, uma simples discussão, ciúmes, um lugar na fila do ônibus, etc. Ninguém respeita o próximo, qualquer coisa, por menor que seja, serve de motivo para acabar em violêencia e basta andarmos uns minutos pelas ruas, para encontrarmos vários exemplos.
Assim como há os que praticam a violência pelo poder e pela necessidade, há também muitos que a praticam por prazer, por querer mostrar que pode mais que o outro

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Por que temos que dormir à noite?

A escolha desse período para dormir está ligado à evolução humana. Como um dos sentidos mais importantes para nós é a visão, os homens pré-históricos tinham dificuldade de realizar tarefas à noite e, com o tempo, nosso organismo se preparou para descansar nesse horário. Todos os seres vivos têm o mecanismo de controle interno, chamado relógio biológico, que regula as atividades do corpo, a fome e o sono. À noite, a temperatura mais baixa e o ambiente menos luminoso ajudam o relógio biológico a avisar o cérebro que é hora de dormir. Quem troca o dia pela noite confunde o relógio biológico. Isso pode causar falta de concentração, cansaço e até alterações na saúde. Para recuperar as energias, um adulto deve dormir de 6 a 8 horas diárias. As crianças, de 9 a 10 horas.

O espelho

Falar mal da TV virou moda. É "in" repudiar a baixaria, desancar o onipresente eletrodoméstco. E, num país em que os domicílios sem televisão são cada vez mais raros, o que não falta é especialista no assunto. Se um dia fomos uma pátria de 100 milhões de técnicos de futebol, hoje, mais do que nunca, temos um considerável rebanho de briosos críticos televisivos.
Depois de azular as janelas das grandes e das pequenas cidades, os televisores ganham as ruas. Hoje não se encontra um boteco, padaria ou consultório dentário que não tenham um. Há até taxistas que trabalham com um olho no trânsito e outro na novela. E, nas esquinas escuras onde se come o suspeitíssimo cachorro-quente, pode-se assistir ao "Jornal Nacional" e ser assaltado em tempo real.
Mas, quando os "especialistas" criticam a TV estão olhando para o próprio umbigo. Feita à nossa imagem e semelhança, ela é resultado do que somos enquano rebanho globalizado. Macaqueia e realimenta nossos conceitos e preconceitos quando ensina, diariamente, o bê-á-bá a milhões de crianças.
Reclamamos que, na programção, só vemos sexo, violência e consumismo. Ora, isso é o que vemos ao sair à rua. E, se fitarmos o espelho do banheiro com um pouco mais de atenção, levaremos um susto com a reprise em cartaz. Talvez por isso a TV nos choque, por nos mostrar, sem rodeios, a quantas anda o incosciente coletivo. E não adianta dourar a pílula; já tentaram, mas não deu Ibope.
Violência na TV
Aqui e ali, alguns vão argumentar que cultivam pensamentos mais nobres e que não se sentem representados no vídeo. Mas a fração que lhes cabe está lá, escondidinha como é próprio às minorias. Está nos bons documentários, nas belas imagens dos eventos esportivos, na dramaturgia sensível, no humorismo que surpreende, nos desenhos e nas séries inteligentes, no entrevistador que sabe ouvir o entrevistado, nas campanhas altruístas.
Reclama-se muito que, nas novelas, os negros fazem, quase sempre, papéis de subalternos. Mas é essa condição que a sociedade reserva à maioria deles, e também à maior parte dos nordestinos, na vida real. O que a televisão fornece é um retrato da desigualdade no país.
E, quando explora a mulher, estigmatiza gays, restringe o mercado para o ator idoso ou vende cerveja, maledicência e atrocidade na programação vespertina, ele reflete o mundo dominado pelo macho-adulto-branco-capitalizado.
A televisão mostra muita violência o dia inteiro, gritam os pacifistas na sala de estar. Como se não houvesse milhões de Stallones, Gibsons, Van Dammes e Schwarzeneggers armados até os dentes no Afeganistão e nas favelas brasileiras.
É natural que uma parte de nós se revolte, o que parece tão compreensível quanto inócuo. Campanhas contra a baixaria televisiva lembram a piada do marido traído que encontra a mulher com o amante no sofá da sala e, no dia seguinte, vende o imóvel para resolver o problema. Garrotear a TV é tapar o sol com a peneira.
Enquanto a discussão ganha adeptos, continuamos devorando nosso tubo de imagem de estimação. Depois, de barriga cheia, saímos à rua para ratificar, legitimar com pensamentos, palavras e atitudes, que as coisas são mesmo assim e que, pelo jeito, a reprise continuará.
Aquele repórter sensacionalista que repete à exaustão a cena de linchamento, o apresentador que tripudia sobre o drama do desvalido, a loura que vê na criança um consumidor a mais, o jovem que tem num "reality show" desumano a alternativa para sua falta de horizonte, a menina precocemente erotizada, no fundo, somos todos nós.

sábado, 22 de janeiro de 2011

A permanente descoberta


Ser jovem depende de pele, de idade, de ideias? Ser jovem se constata na certidão de nascimento ou no espírito de cada um? É possível  ser jovem na infância e na adolescência? E na velhice? Será que todo jovem é realmente jovem na juventude?

Ser jovem

Ser jovem é não perder o encanto e o susto de qualquer espera. É, sobretudo, não ficar fixado nos padrões da própria formação. Ser jovem é ter abertura para o novo na mesma medida do respeito ao imutável.
É acreditar um pouco na imortalidade em vida, é querer festa, o jogo, a brincadeira,a lua, o impossível, o distante. Ser jovem é ser bêbado de infinitos que logo ali. É só pensar na morte de vez em quando. É não saber de nada e poder tudo.
Ser jovem é ainda acordar, pelo menos de vez em quando, assobiando uma canção, antes mesmo de escovar os dentes. Ser jovem é não dar bola para o síndico mas reconhecer que ele está na sua. É achar graça do riso, ter pena dos tristes e ficar ao lado das crianças.
Ser jovem é estar sempre aprendendo inglês, é gostar de cor, xarope, cerveja e pastel de padaria. Ser jovem é não ter azia, é gostar de dormir e crer na mudança; é meter o dedo no bolo e lamber o glacê. É cantar fora do tom, mastigar depressa e engolir devagar a fala do avô. É gostar de carro velho e roupa sem amargura. É bater papo com o amigo, curtir o ônibus e detestar meia marrom.
Ser jovem é beber chuvas, ter estranhas, súbitas e inexplicáveis atrações. É temer o testemunho, detestar os solenes, duvidar das palavras. Ser jovem é não acreditar no que está pensando exceto se o pensamento permanecer depois.
É gostar de ler e tentar silêncios quase impossíveis. É acreditar no dia novo como obra de Deus. É ser metafísica sem ter metafísica. É curtir trem, alface fresquinha, cheiro de hortelã. É gostar até de talco. Ser jovem é ter ódio do cachimbo, de bala jujuba, de manipulação, de ser usado.
Ser jovem é ser capaz de compreender a tia, de entender o reclamo da empregada e apoiar seu atraso. Ser jovem é continuar gostando de deitar na grama. É gostar de beijo, de pele, de olho. Ser jovem é não perder o hábito de se encabular. É ir para ser apresentado ("_Já conhece fulano?") morrendo de medo.
Ser jovem é permanecer descobrindo. É querer ir à lua ou conhecer Finlândias, Escócias e praias adivinhadas. É sentir cheiros raríssimos: cheiro de férias, cheiro de mãe chegando em casa em dia de chuva, cheiro de festa, camisa nova ou toalha lá do clube.
Ser jovem é andar confiante como quem salta, se possível de mãos dadas com o ar. É ter coragem de nascer a cada dia. É acreditar em frases, pessoas, mitos, forças, sons, é crer no que não vale a pena mas ai da vida se não fosse isso.
É descobrir um belo que não conta. É recear as revelações e ir para casa com o gostode seu silêncio amargo ou agridoce.
Ser jovem é ter a capacidade do perdão e andar com os olhos cheios de capim cheiroso. É ter tédios passageiros, é amar a vida, é ter uma palavra de compreensão. Ser jovem é lembrar pouco da infância por não precisar fazê-lo para suportar a vida. Ser jovem é ser capaz de anestesias salvadoras.
Ser jovem é misturar tudo isso com a idade que tenha, trinta, quarenta, cinquenta, sessenta, setenta ou dezenove. É sempre abrir a porta com emoção. É esperar dos outros o que ainda não desistiu de querer. Ser jovem é viver de fundo musical do seu cantor favorito. É abraçar esquinas, mundos, espaços. luzes, flores, livros, discos, cachorros e a menininha com o profundo, aberto e incomensurável abraço feito de festa, cocada, dentes brancos e dedos tímidos, todos prontos para os desencontros da vida. Com uma profunda e permanente vontade de SER. 

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Arquiteto de outro mundo

Moebius Strip II (Red Ants), de Escher
Conseguiria você imaginar uma construção em que a parede é também chão e o chão é também teto? Parece algo impossível – e realmente é, em nosso mundo cotidiano. Mas não é no papel. Para encanto e espanto de muitas pessoas, o artista gráfico Maurits Cornelis Escher mostrou uma composição em que parede, chão e teto coincidem e formam um conjunto lógico. A gravura abaixo, feita originalmente em três cores, chama-se Outro Mundo.
Maurits Cornelis Escher

Conceber outros mundos e concretizá-los com impressionante domínio técnico (quase sempre na forma de gravuras em madeira e pedra) era uma especialidade de Escher. Escher, que nasceu nos Países Baixos em 1898 e viveu até 1972, foi também, além de artista, matemático, fotógrafo e arquiteto.
Neste século, artistas e cientistas não conseguiram se entender e comunicar. Escher foi uma das exceções. Ele adorava a matemática e muitas de suas gravuras partem de figuras geométricas e formam fascinantes quebra-cabeças. Apesar do ar sisudo, que podemos notar em seus auto-retratos, ele também se divertia em brincar com as ilusões de ótica.
Na juventude, Escher viajou muito. Viveu vários anos na Itália e, a cada primavera, costumava percorrer o país. Durante as viagens, ia desenhando tudo o que lhe interessava. No inverno, usava os desenhos para fazer suas gravuras. Também viajou pela França e Espanha e, mais tarde, Suíça e Bélgica. Numa viagem pela costa da Itália rumo à Espanha, fez cópias detalhadas dos mosaicos mouros vistos em Alhambra e em Córdoba. Já nessa época sentiu-se atraído pela possibilidade, que iria explorar vida afora, de dividir toda a superfície plana do papel com formas regulares. Escher apreciava o efeito rítmico dessa repetição. Mas, em vez de usar os motivos puramente decorativos dos mosaicos mouros – repetições de quadrados, losangos, hexágonos e outras figuras geométricas -, ele começou a usar elementos da fauna e da flora.
Pássaros e peixes, répteis e plantas. Na primeira vez em que olhamos para essas gravuras dificilmente percebemos tudo o que há nelas para ver. Com suas formas recortadas encaixando-se umas nas outras, ilusões ópticas ou construções impossíveis, elas praticamente exigem uma segunda olhada. E quanto mais nos detemos nessas imagens, nos surpreendemos com o que antes não havíamos notado ou compreendido. 

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Por que sentimos nojo?

No que depender do nosso cérebro, a escolha de algo para comer é fácil. Se alguém comeu e não gostou, o mais seguro é você seguir o exemplo e nem experimentar. É para isso que serve o nojo, ou desgosto – aquela sensação de estômago embrulhado que fica estampada no rosto quando o que chega aos olhos, ao nariz ou à boca não é digno de ser engolido.
Assim como o cérebro tem regiões que cuidam de cada um dos gostos que sentimos, ele possui também outra região cuja especialidade é registrar gostos desagradáveis, que provocam o tal desgosto, o nojo. Informações de vários sentidos podem disparar um sinal nessa região cerebral do desgosto. Pode ser a visão de algo repulsivo no seu prato, que ainda se mexe, ou que a sua cultura não considera comida; podem ser as manchas de mofo no pão ou o cheiro forte de carne estragada; ou um gosto amargo, usado pela natureza para indicar prováveis venenos, e que se forte o suficiente pode até causar vômitos – a maneira de seu corpo garantir que da boca aquilo não passa. Além disso, o cérebro lembra de experiências nojentas anteriores e garante que da próxima vez que você topar com aquela comida, ela não entrará na sua boca. Pelo menos, não no que depender de você.
Sentir nojo é tão importante que o mesmo alarme-do-desgosto, disparado pelo cérebro quando você já cheirou ou comeu algo ruim, também é acionado à simples visão de uma cara de nojo em outra pessoa. Isso é muito importante, porque a expressão de nojo é universal: embora cada povo tenha a sua lista de comidas preferidas ou desagradáveis, pessoas em todas as culturas e de todas as etnias torcem o nariz da mesma maneira, com a mesma careta, quando não gostam do que comem.
O problema é que crianças em geral, muito mais sensíveis a sabores amargos, e adultos cheios de frescura protegem bem demais seus cérebros e estômagos, e torcem o nariz para qualquer comida que não seja perfeitamente segura, ou que eles vejam outra criança recusar. O que explica, aliás, por que o ‘prato infantil’ é universal. Tô pra ver alguma criança torcer o nariz para o famoso bife-com-batata-frita...