Diversidade Cultural

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É preciso que saibamos respeitar as diferenças!!!!

Bem vindos ao Blog da Tolerância!

Rico em imagens e conteúdo informativo e educativo, o Blog da Tolerância tenta passar para os leitores, a importância do simples ato de respeitar e tolerar as diferenças, sejam elas, econômicas, sociais, religiosas e referente à orientação sexual. O mundo precisa de pessoas mais tolerantes e compreensivas!!!
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terça-feira, 21 de setembro de 2010

Como usar o LIVRO DIDÁTICO?

Em primeiríssimo lugar, jamais perca tempo decorando datas, listas de nomes de reis, presidentes, generais e ministros, nomes de tratados e de batalhas. Nos livros didáticos, essas datas e nomes vão aparecer para você localizar as coisas. Mas não precisam ser memorizadas. Afinal, decorar é o contrário de raciocinar.
O mais importante é aprender a raciocinar historicamente. Para isso, toda vez que você ler um capítulo, deve fazer perguntas indispensáveis: o que esses acontecimentos têm a ver com o mundo atual? Como eles influenciaram a maneira de viver e de pensar das mulheres e dos homens de hoje? Como eles ajudam a explicar o que está acontecendo agora? As coisas não poderiam ter sido diferentes?


As ilustrações, os gráficos e os esquemas não são enfeites para deixar a página mais bonitinha. Preste bastante atenção porque eles ensinam muitas coisas. Tente arrancar todas as informações que eles proporcionam.
Nas ilustrações, observe que elas informam sobre a cultura de uma época: os prédios, as roupas, os objetos, as ferramentas, os gostos, o que se considerava bonito e importante.
Examine-as com cuidado, curta sua beleza, veja se descobre detalhes novos. A atividade de um historiador alia o raciocínio com a paixão e a admiração pela beleza, as mesmas qualidades fundamentais do amor!
As tabelas, gráficos e ilustrações foram retirados de outras obras. O autor pesquisou bastante para colocá-lo no livro didático. Essa observação é importante para percebermos que todos nós aprendemos com os outros. O autor não é dono da verdade da História nem sabe tudo.




Os textos complementares e as reflexões de outros historiadores servem para várias coisas: acostumar você à linguagem desses profissionais; ensinar a ler um texto e interpretá-lo; mostrar que qualquer conhecimento científico precisa da dúvida, do questionamento, da polêmica. Em outras palavras, por intermédio deles você pode construir o seu conhecimento.
Na maioria das questões propostas no livro, a resposta deve ser encontrada por você mesmo, com sua inteligência, seus conhecimentos, sua experiência, na troca de ideias com seus colegas. Ou seja, não existe uma resposta certa, a não ser que você queira ser o "dono da verdade". Porque não existe uma receita pronta nem um caminho infalível: o conhecimento histórico é construído pela dúvida, pela crítica e pelo diálogo.
As reflexões críticas revelam como o assunto histórico tem muito a ver com a atualidade. E nos deixam a lição principal: jamais aceite alguma coisa apenas porque disseram que era verdade. Procure saber a razão de tudo, recuse o que não for explicado, questione as coisas por diversos lados.
Lembre-se de que num livro didático, você não vai encontrar a verdade definitiva sobre a História. Primeiro, porque em lugar nenhum você encontra uma verdade definitiva. Segundo, porque o choque entre idéias diferentes, o debate, a crítica ao que os outros pensam e ao que nós mesmos pensamos, e a polêmica são fundamentais para a construção do conhecimento.




Procure ler cada frase do livro com espírito crítico. Você não deve aceitar tudo o que está nele só porque é um livro didático! Nem o autor, nem ninguém são entidades supremas que possuem todo o saber do mundo. Se você não gosta de uma explicação, se você discorda de uma conclusão, se pensa diferente do autor, procure discutir isso com seus colegas. Fale com seu professor, debata com ele e a turma. Converse com seus pais a respeito. Peça para seu professor indicar livros e outras fontes onde você possa conhecer melhor o assunto que o despertou. Não seja escravo do livro didático!
Para escrever um livro didático, o autor precisa de muitos livros. Tudo o que está escrito no livro didático foi obtido da leitura de outras obras, de outros historiadores. Ou seja, o autor não é dono do saber absoluto. Ele também aprende muito com os outros.
Na hora de escrever um livro didático, muitas vezes o autor fica numa encruzilhada: “Esse historiador explica um acontecimento dessa maneira. Esse outro tenta mostrar que o acontecimento teve outros motivos. Qual dos dois parece mais verdadeiro?” Quando você ler um livro didático, pode ter certeza de que ele poderia ter sido escrito de outra maneira, tão válida como esta. Por isso, nunca se esqueça de que duvidar e questionar são atividade muito saudáveis.




A conclusão disso tudo é que o autor também tem dúvidas na hora de escrever. E na hora em que o livro fica pronto, o autor sempre se pergunta: “Será que é assim que eu deveria ter escrito?” Saber disso não deve levar você a ficar inseguro. Ter dúvidas, criticar, querer saber mais não levam ninguém a se perder. Ao contrário, a crítica nos ensina a pensar por conta própria, sem nos submetermos a ninguém. Como nos ensinou o filósofo Kant, o principal objetivo da educação é ensinar a pensar com autonomia.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

A importância da Leitura

"Há pessoas que leem de tudo e gostam de falar de tudo, mas pouco aproveitam do que 'engolem' e pouco sabem do que dizem. Outras pessoas já não se preocupam em consumir grandes quantidades de livros, mas são leitores sérios. Elas sabem que, para ser formadora, a leitura pressupõe uma intenção, uma vontade de crescer, uma procura. Sem esse espírito de busca, a leitura não é uma operação produtiva."


Bom Leitor

O bom leitor lê rapidamente e entende bem o que lê. Tem habilidades e hábitos como:
1. Lê com objetivo determinado.
Procura aprender certo assunto, repassar detalhes do que foi lido e responder as questões propostas no livro (didático).

2. Lê unidades de pensamento.
Abarca, num relance, o sentido de um grupo de palavras. Relata rapidamente as ideias encontradas numa frase ou num parágrafo.

3. Avalia o que lê.
Pergunta-se frequentemente: Que sentido tem isso para mim? Está o autor qualificado para escrever tal assunto? Está ele apresentando apenas um ponto de vista do problema? Qual é a ideia principal deste trecho? Quais seus fundamentos?


4. Possui bom vocabulário.
Sabe o que muitas palavras significam. É capaz de perceber o sentido das palavras novas pelo contexto. Sabe usar o dicionário e o faz frequentemente para esclarecer o sentido de certos termos, no momento oportuno.

5. Tem habilidades para conhecer o valor do livro.
Sabe que a primeira coisa a fazer quando se toma um livro é indagar de que se trata, atravé do título, sub-títulos encontrados na página de rosto e não apenas na capa. Em seguida lê os títulos do autor; editor do ivro; índice; "orelha dolivro"; prefácio; bibliografia citada. Só depois é que se vê em condições de decidir pela conveniência ou não da leitura. Sabe selecionar o que lê. Sabe quando consultar e quando ler.


6. Discute frequentemento o que lê com colegas.
Sabe distinguir entre impressões subjetivas e valor objetivo durante as discussões.

7. Lê assuntos variados.
Lê livros, revistas, jornais. Em áreas diversas: ficção, ciência, história etc. Habitualmente nas áreas de seu interesse ou especialização.


Mau Leitor

O mau leitor lê vagarosamente e entende mal o que lê. Tem hábitos como:
1. Lê sem finalidade.
Raramente sabe por que lê.

2. Lê palavra por palavra.
Pega o sentido da palavra isoladamente. Esforça-se para juntar os termos para poder entender a frase. Frequentemente tem de reler as palavras.

3. Acredita em tudo que lê.
Para le tudo que é impresso é verdadeiro. Raramenete confronta o que lê com suas próprias experiências ou com outras fontes. Nunca julga criticamente o escritor ou seu ponto de vista.



4. Possui vocabulário limitado.
Sabe o sentido de poucas palavras. Nunca relê uma frase para pegar o sentido de uma palavra difícil ou nova. Raramente consulta o dicionário. Quando o faz, atrapalha-se em achar a palavra. Tem dificuldade em entender a definição das palavras e em escolher o sentido exato.

5. Não possui nenhum critério técnico para conhecer o valor do livro.
Nunca ou raramente lê a página de rosto do livro; o índice; o prefácio; a bibliografia etc., antes de iniciar a leitura. Começa a ler a partir do primeiro capítulo. É comum ignorar o autor, mesmo depois de terminada a leitura. Jamais seria capaz de decidir entre leitura e simples consulta. Não consegue selecionar o que vai ler. Deixa-se sugestionar pelo aspecto material do livro.


6. Raramente discute com colegas o que lê.
Quando o faz, dixa-se levar por impressões subjetivas e emocionais para defender um ponto de vista. Seus argumentos, geralmente, derivam da autoridade do autor, da moda, dos lugares comuns, das tiradas eloqüentes (convincentes, persuasivas), dos preceitos.

7. Está condicionado a ler
sempre a mesma espécie de assunto.


Vamos ler mais!