Diversidade Cultural

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É preciso que saibamos respeitar as diferenças!!!!

Bem vindos ao Blog da Tolerância!

Rico em imagens e conteúdo informativo e educativo, o Blog da Tolerância tenta passar para os leitores, a importância do simples ato de respeitar e tolerar as diferenças, sejam elas, econômicas, sociais, religiosas e referente à orientação sexual. O mundo precisa de pessoas mais tolerantes e compreensivas!!!
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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Aos jovens e crianças...

Alguma vez na sua vida você já quis comprar tudo o que aparece na TV, sem se preocupar com quem vai pagar? Já teve problemas com amigos fofoqueiros ou já delatou alguém na escola? Já mentiu, já "passou cola" em prova? Já foi acusado injustamente de alguma coisa que não fez? Já enfrentou um valentão e obedeceu suas ordens com medo de apanhar dele? Já teve ciúmes dos pais, inveja de alguém, foi humilhado e se viu sozinho e com medo do fracasso?
Parabéns! Se você respondeu não a todas essas perguntas, não tem motivo para ficar orgulhoso. Você deve ser o mais novo robozinho da indústria cibernética!
Parabéns! Se respondeu sim a algumas dessas perguntas, não tem motivo para ficar envergonhado. Você é humano!
E ser humano é ter dúvidas. É saber que o Bem e o Mal não existem de maneira solta, no ar, como se fossem pássaros. São coisas difíceis de compreender. Difíceis de definir nosso dia-a-dia. Mais difícil ainda é saber optar quando enfrentamos uma situação que nos obriga a tomar uma posição e a gente não tem muita certeza se vai agir certo ou errado naquela hora.
Essas decisões difíceis contribuem para a formação da consciência moral. Verdade: a gente aprende a formar uma opinião sobre o que é certo e errado. não nascemos sabendo isso nem podemos jogar nas costas dos outros (pais, professores, sacerdotes, parentes, amigos mais velhos) a responsabilidade de decidirem por nós. 
Antigamente, no tempo dos avós, era comum que o patriarca da família olhasse feio e pronto! Os filhos calavam-se, encolhiam-se, obedeciam em tudo...
Será que por isso os filhos sabiam o que era certo ou errado? Ou só agiam por medo?
Hoje, tem muita gente que acha que que o jovem e a criança já têm de saber sozinhos o que é certo ou errado. E se um adolescente faz uma bobagem é culpa dele. Há também quem acuse a própria escola, como se ela tivesse obrigação de ensinar moral para os alunos.
Sabe de uma coisa? A escola tem sim uma grande obrigação para com seus alunos. Mas não como um substituto de um pai autoritário. Não para oferecer o único lugar onde os jovens poderão descobrir certezas no seu comportamento. Na verdade, a escola deve ser o espaço de discussão de temas morais. Lugar onde se possam colocar situações de conflito para se discutir e refletir sobre valores, para que cada um chegue a uma conclusão própria, autônoma, sobre o que deveria ser feito. Mesmo porque apenas você será responsável pela sua decisão.
Ao discutir saídas para os diversos problemas atuais, percebemos que o diálogo entre as pessoas interessadas na construção de valores como justiça, liberdade, dignidade, respeito à vida é o caminho para nosso aperfeiçoamento e meta para um mundo justo.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Como usar o LIVRO DIDÁTICO?

Em primeiríssimo lugar, jamais perca tempo decorando datas, listas de nomes de reis, presidentes, generais e ministros, nomes de tratados e de batalhas. Nos livros didáticos, essas datas e nomes vão aparecer para você localizar as coisas. Mas não precisam ser memorizadas. Afinal, decorar é o contrário de raciocinar.
O mais importante é aprender a raciocinar historicamente. Para isso, toda vez que você ler um capítulo, deve fazer perguntas indispensáveis: o que esses acontecimentos têm a ver com o mundo atual? Como eles influenciaram a maneira de viver e de pensar das mulheres e dos homens de hoje? Como eles ajudam a explicar o que está acontecendo agora? As coisas não poderiam ter sido diferentes?


As ilustrações, os gráficos e os esquemas não são enfeites para deixar a página mais bonitinha. Preste bastante atenção porque eles ensinam muitas coisas. Tente arrancar todas as informações que eles proporcionam.
Nas ilustrações, observe que elas informam sobre a cultura de uma época: os prédios, as roupas, os objetos, as ferramentas, os gostos, o que se considerava bonito e importante.
Examine-as com cuidado, curta sua beleza, veja se descobre detalhes novos. A atividade de um historiador alia o raciocínio com a paixão e a admiração pela beleza, as mesmas qualidades fundamentais do amor!
As tabelas, gráficos e ilustrações foram retirados de outras obras. O autor pesquisou bastante para colocá-lo no livro didático. Essa observação é importante para percebermos que todos nós aprendemos com os outros. O autor não é dono da verdade da História nem sabe tudo.




Os textos complementares e as reflexões de outros historiadores servem para várias coisas: acostumar você à linguagem desses profissionais; ensinar a ler um texto e interpretá-lo; mostrar que qualquer conhecimento científico precisa da dúvida, do questionamento, da polêmica. Em outras palavras, por intermédio deles você pode construir o seu conhecimento.
Na maioria das questões propostas no livro, a resposta deve ser encontrada por você mesmo, com sua inteligência, seus conhecimentos, sua experiência, na troca de ideias com seus colegas. Ou seja, não existe uma resposta certa, a não ser que você queira ser o "dono da verdade". Porque não existe uma receita pronta nem um caminho infalível: o conhecimento histórico é construído pela dúvida, pela crítica e pelo diálogo.
As reflexões críticas revelam como o assunto histórico tem muito a ver com a atualidade. E nos deixam a lição principal: jamais aceite alguma coisa apenas porque disseram que era verdade. Procure saber a razão de tudo, recuse o que não for explicado, questione as coisas por diversos lados.
Lembre-se de que num livro didático, você não vai encontrar a verdade definitiva sobre a História. Primeiro, porque em lugar nenhum você encontra uma verdade definitiva. Segundo, porque o choque entre idéias diferentes, o debate, a crítica ao que os outros pensam e ao que nós mesmos pensamos, e a polêmica são fundamentais para a construção do conhecimento.




Procure ler cada frase do livro com espírito crítico. Você não deve aceitar tudo o que está nele só porque é um livro didático! Nem o autor, nem ninguém são entidades supremas que possuem todo o saber do mundo. Se você não gosta de uma explicação, se você discorda de uma conclusão, se pensa diferente do autor, procure discutir isso com seus colegas. Fale com seu professor, debata com ele e a turma. Converse com seus pais a respeito. Peça para seu professor indicar livros e outras fontes onde você possa conhecer melhor o assunto que o despertou. Não seja escravo do livro didático!
Para escrever um livro didático, o autor precisa de muitos livros. Tudo o que está escrito no livro didático foi obtido da leitura de outras obras, de outros historiadores. Ou seja, o autor não é dono do saber absoluto. Ele também aprende muito com os outros.
Na hora de escrever um livro didático, muitas vezes o autor fica numa encruzilhada: “Esse historiador explica um acontecimento dessa maneira. Esse outro tenta mostrar que o acontecimento teve outros motivos. Qual dos dois parece mais verdadeiro?” Quando você ler um livro didático, pode ter certeza de que ele poderia ter sido escrito de outra maneira, tão válida como esta. Por isso, nunca se esqueça de que duvidar e questionar são atividade muito saudáveis.




A conclusão disso tudo é que o autor também tem dúvidas na hora de escrever. E na hora em que o livro fica pronto, o autor sempre se pergunta: “Será que é assim que eu deveria ter escrito?” Saber disso não deve levar você a ficar inseguro. Ter dúvidas, criticar, querer saber mais não levam ninguém a se perder. Ao contrário, a crítica nos ensina a pensar por conta própria, sem nos submetermos a ninguém. Como nos ensinou o filósofo Kant, o principal objetivo da educação é ensinar a pensar com autonomia.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

O VALOR INDISPENSÁVEL DA EDUCAÇÃO

"Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda." (Paulo Freire)
Charge mostrando a situação do ensino, no Mundo atual.
A educação, para a espécie humana, desempenha papel fundamental na constituição da maior parte dos comportamentos do indivíduo. Compete à educação influir em esboços (que devem ser desenvolvidos, anulados ou deixados em estado inacabado) através de um trabalho de complementação, transformação e burilamento, segundo nossos interesses e necessidades.
O ser humano não poderia desenvolver suas estruturas mentais mais essenciais sem uma contribuição educacional exterior. dessa maneira, o fator educacional representa uma condição indispensável ao desenvolvimento natural do indivíduo. Assim, "o direito à educação é, portanto, nem mais nem menos, o direito que tem o indivíduo de se desenvolver normalmente, em função das possibilidades de que dispõe, e a obrigação, para a sociedade, de transformar essas possibilidades em realizações efetivas e úteis."

O conceito de educação


São inúmeros os conceitos e definições de educação que, no decorrer dos tempos, foram elaboradas por filósofos e educadores. Vejamos:


Platão afirmava que a boa educação consistia em "dar ao corpo e à alma toda a beleza e perfeição de que são capazes".
Herbert Spencer defendia que a educação era um processo cujo objetivo é a "formação do caráter".
John Dewey expunha que "educação é um processo de contínua reconstrução da experiência, com o propósito de ampliar e aprofundar o seu conteúdo social, enquanto, ao mesmo tempo, o indivíduo ganha controle dos métodos envolvidos".
Lourenço Luzuriaga entende que educação é "a influência intencional e sistemática sobre o ser juvenil, com o propósito de formá-lo e desenvolvê-lo. Mas significa, também, a ação genérica, ampla, de uma sociedade sobre as gerações jovens, com o fim de conservar e transmitir a existência coletiva".
George Kneller considera a educação como "qualquer ato ou experiência que tenha um efeito formativo sobre a mente, o caráter ou a capacidade física de um indivíduo". Acrescentando que, num sentido mais técnico, a educação é o processo pelo qual "a sociedade, por intermédio de escolas, ginásios, colégios, universidades e outras instituições, deliberadamente transmite sua herança cultural, seus conhecimentos, valores e dotes acumulados - de uma geração para outra".


A educação e o desenvolvimento global da personalidade

A educação, durante muitos séculos, foi orientada de modo bastante parcial. Ora se voltava demasiadamente para o lado espiritual, ora dirigia-se para o lado material, tecnológico. Nos dias atuais, muitos educadores, conscientes da riqueza e complexidade da natureza humana, revelam-se interessados no desenvolvimento global da personalidade. O que se pretende é fazer da educação um instrumento capaz de preparar o homem para a vida, de maneira que ele possa compreender, agir e reagir, adequadamente, às circunstâncias físicas, sociais e culturais do meio em que vive.
Alguns educadores, entretanto, ainda insistem em preservar o caráter parcial da educação. Com base nessa visão parcial, tendem a enfatizar excessivamente no ensino o valor da especialização científica e tecnológica. mas se esquecem de que isso pode conduzir a um racionalismo bitolador, a uma especialização profissional alienante, que deixa de conferir a devida importância para o aspecto moral do ser humano e descuida da indispensável formação de um caráter sadio.

Albert Einstein
Combatendo essa lamentável separação entre o ensino de uma especialidade científica e a formação humanista da personalidade, o genial cientista Albert Einstein escreveu as seguintes palavras:
"Não basta ensinar ao homem uma especialidade científica. Porque assim poderá se tornar uma máquina útil, mas não uma personalidade harmoniosamente desenvolvida. É necessário que o estudante adquira uma compreensão dos valores éticos, um sentimento daquilo que vale a pena ser vivido, daquilo que é belo, do que é moralmente correto. Sem cultura moral, não há solução para os grandes problemas humanos."


Alternativas para o mundo


Há três métodos principais através do quais podemos procurar resolver os problemas do mundo.


1. A revolução
O primeiro é a revolução. Isso significa revolta violenta. O exemplo da Revolução Francesa e as experiências de Lênin e Stalin nos fazem recear que essa violência possa criar apenas outra tirania. O revolucionário tem, com demasiada frequência, uma perspectiva maquiavélica e justifica qualquer método para atingir seu objetivo. No fim, pode estabelecer um Governo de opressão quase tão retrógrado quanto o regime anterior. Os grandes educadores do passado, como Sócrates, Erasmo e Tolstói, observaram que a mudança tem de vir de dentro e tem de basear-se em princípios éticos.

2. A guerra
O segundo meio, pelo qual podemos buscar uma solução para os problemas do mundo, é a guerra. Heráclito, na grécia, observava que a guerra é a mãe de todas as coisas e que cria as sementes do progresso. Hegel observou que a guerra decide o destino do mundo. Nietzsche disse certa vez que a guerra é a essência da civilização. Hoje, porém, sabemos que um conflito maior significaria o fim da civilização. depois de milhões de seres humanos haverem sido mortos no século XX, nossos dilemas são exatamente tão agudos quanto o eram no século XIX. Uma guerra atômica seria um pesadelo ímpar para a humanidade.


3. A educação
Nossa terceira alternativa é a educação. Opera lentamente, de modo evolucionário. Não cria utopias repentinas. Não faz promessas categóricas. exige esforço e disciplina. desperta o homem para suas próprias potencialidades criativas - para aquilo que William James chamou de "wider self" (o "eu mais amplo"). A educação, considerada corretamente, é o instrumento de sobrevivência mais formidável que o homem possui.