Diversidade Cultural

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É preciso que saibamos respeitar as diferenças!!!!

Bem vindos ao Blog da Tolerância!

Rico em imagens e conteúdo informativo e educativo, o Blog da Tolerância tenta passar para os leitores, a importância do simples ato de respeitar e tolerar as diferenças, sejam elas, econômicas, sociais, religiosas e referente à orientação sexual. O mundo precisa de pessoas mais tolerantes e compreensivas!!!
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quinta-feira, 16 de junho de 2011

Entre a liberdade e a opressão?


Mais que coisa chata! Há hora para acordar, para ir à escola, para dormir... Não pode isso, não pode aquilo... Coma isso, não beba aquilo... Vai sair? Com quem? A que hora vai chegar? Será que é preciso dar satisfação de tudo o que eu penso e quero? Como eu queria ser livre! Livre!


Liberdade, oh, liberdade


Todo mundo quer ser livre; a liberdade é o bem mais precioso, almejado por homens e mulheres de todas as idades, e a luta para conquistá-la começa bem cedo.
Desde os primeiros meses de idade, você só pensa em uma coisa: fazer apenas o que quer, na hora que quer, do jeito que quer.
Crianças de meses rejeitam a mamadeira de três em três horas, mas choram quando têm fome - querem comer na hora que escolherem -, e quando um pouco mais grandinhas brigam para não vestir a roupa que a mãe escolheu. Ficam loucas para ir sozinhas para o colégio, e quando chegam em casa além do horário previsto, ai de quem perguntar onde elas estiveram. "Por aí" é o que respondem, quando respondem - e as mães que enlouqueçam.
Quando adolescentes, as coisas pioram: querem a  chave do carro (e da casa), e quando começam a sair à noite e os pais tentam estabelecer uma hora para chegar, é guerra na certa, com as devidas consequências: quarto trancado, onde ninguém pode entrar nem para fazer uma arrumação básica. Naquele território ninguém entra, pois é o único do qual ele se sente dono - e, portanto, livre. A partir dos 12 anos, o sonho de todos os adolescentes é morar num apart - sozinhos, claro.
Mas o tempo passa, vem um namoro mais sério, e quem ama - nem se quer - livre (para que o outro também não seja). Dá para quem está namorando sumir por três dias? Claro que não. Se for passar o fim de semana na casa da avó que mora em outras cidade, vai ter que dar o número do telefone - e isso lá é liberdade? E dos celulares, melhor nem falar.
Aí um dia você começa a achar que, para ser livre mesmo, é preciso se só; começa a se afastar de tudo e cancela o amor em sua vida - entre outras coisas. Ah, que maravilha: vai aonde quer, volta na hora em que bem entende, resolve se o almoço vai ser um sanduíche ou nada, sem ninguém para reclamar da geladeira da geladeira vazia, trocar o canal da televisão ou reclamar porque você está fumando no quarto. Ah, viver em total liberdade é a melhor coisa do mundo. Mas a vida não é simples, um dia você acorda pensando em se mudar de casa; fica horas pensando os prós e contras, mas não consegue decidir se deve ou não. Pensa em refrescar a cabeça e ir ao cinema, mas fica na dúvida - enfrentar a fila, será que vale a pena? Vê a foto de uma modelo na revista e tem vontade de cortar o cabelo - mas será que vai ficar bem? Acaba não fazendo nada, e depois de tantos anos sem precisar dar satisfação da vida a ninguém, começa a sentir uma estranha nostalgia.
Como seria bom se tivesse alguém para dizer que é uma loucura fazer uma tatuagem; alguém que te aconselhe a não trocar de carro agora - para que, se o seu está tão bom? Que mostrasse o quanto você foi injusta com aquela amiga e precipitada quando largou o marido, o quanto foi rude com a faxineira por uma bobagem. Que falasse coisas que iam te irritar, desse conselhos que você iria seguir ou não, alguém com quem você pudesse brigar, que te atormentasse o juízo às vezes, para você poder reclamar bastante. Alguém que dissesse o que você deve ou não fazer, o que pode e o que não pode e até mesmo te proibisse de alguma coisa.
E que às vezes notasse suas olheiras e falasse, de maneira firme, que você está muito magra e talvez exagerando na dieta; alguém que percebesse que, faltando dez dias para o final do mês, você só tem 50 reais na carteira e perguntasse se você não está precisando de alguma coisa. E que dissesse sempre, em qualquer circunstância, "vai dar tudo certo".
Que falta faz um pai.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Aos jovens e crianças...

Alguma vez na sua vida você já quis comprar tudo o que aparece na TV, sem se preocupar com quem vai pagar? Já teve problemas com amigos fofoqueiros ou já delatou alguém na escola? Já mentiu, já "passou cola" em prova? Já foi acusado injustamente de alguma coisa que não fez? Já enfrentou um valentão e obedeceu suas ordens com medo de apanhar dele? Já teve ciúmes dos pais, inveja de alguém, foi humilhado e se viu sozinho e com medo do fracasso?
Parabéns! Se você respondeu não a todas essas perguntas, não tem motivo para ficar orgulhoso. Você deve ser o mais novo robozinho da indústria cibernética!
Parabéns! Se respondeu sim a algumas dessas perguntas, não tem motivo para ficar envergonhado. Você é humano!
E ser humano é ter dúvidas. É saber que o Bem e o Mal não existem de maneira solta, no ar, como se fossem pássaros. São coisas difíceis de compreender. Difíceis de definir nosso dia-a-dia. Mais difícil ainda é saber optar quando enfrentamos uma situação que nos obriga a tomar uma posição e a gente não tem muita certeza se vai agir certo ou errado naquela hora.
Essas decisões difíceis contribuem para a formação da consciência moral. Verdade: a gente aprende a formar uma opinião sobre o que é certo e errado. não nascemos sabendo isso nem podemos jogar nas costas dos outros (pais, professores, sacerdotes, parentes, amigos mais velhos) a responsabilidade de decidirem por nós. 
Antigamente, no tempo dos avós, era comum que o patriarca da família olhasse feio e pronto! Os filhos calavam-se, encolhiam-se, obedeciam em tudo...
Será que por isso os filhos sabiam o que era certo ou errado? Ou só agiam por medo?
Hoje, tem muita gente que acha que que o jovem e a criança já têm de saber sozinhos o que é certo ou errado. E se um adolescente faz uma bobagem é culpa dele. Há também quem acuse a própria escola, como se ela tivesse obrigação de ensinar moral para os alunos.
Sabe de uma coisa? A escola tem sim uma grande obrigação para com seus alunos. Mas não como um substituto de um pai autoritário. Não para oferecer o único lugar onde os jovens poderão descobrir certezas no seu comportamento. Na verdade, a escola deve ser o espaço de discussão de temas morais. Lugar onde se possam colocar situações de conflito para se discutir e refletir sobre valores, para que cada um chegue a uma conclusão própria, autônoma, sobre o que deveria ser feito. Mesmo porque apenas você será responsável pela sua decisão.
Ao discutir saídas para os diversos problemas atuais, percebemos que o diálogo entre as pessoas interessadas na construção de valores como justiça, liberdade, dignidade, respeito à vida é o caminho para nosso aperfeiçoamento e meta para um mundo justo.