Diversidade Cultural

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É preciso que saibamos respeitar as diferenças!!!!

Bem vindos ao Blog da Tolerância!

Rico em imagens e conteúdo informativo e educativo, o Blog da Tolerância tenta passar para os leitores, a importância do simples ato de respeitar e tolerar as diferenças, sejam elas, econômicas, sociais, religiosas e referente à orientação sexual. O mundo precisa de pessoas mais tolerantes e compreensivas!!!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

O Encilhamento

Rui Barbosa, ministro do presidente Deodoro, criou um plano econômico para estimular o crescimento da indústria. O plano foi apelidado de Encilhamento, que enriqueceu alguns e, por causa da inflação, deixou os mais pobres em dificuldade.

No centro do Rio de Janeiro localizava-se a Bolsa de Valores,
onde eram compradas e vendidas as ações das empresas. Note os
capitalistas discutindo os efeitos do Encilhamento.
Para começar, o ministro Rui mandou ampliar a emissão de papel-moeda, ou seja, foram impressas muitas notas de dinheiro. Esse dinheiro seria emprestado para empresários que quisessem montar fábricas. Percebeu? Um empresário quer abrir uma indústria. Precisa de financiamento e pede emprestado. O governo autoriza a fabricação de notas novas de dinheiro para financiar o projeto. Simples, não?
Simples demais. O problema é que, quando se começa a fabricar muito dinheiro sem que a economia do país tenha crescido tanto, esse dinheiro vai perdendo o valor. É fácil perceber isso, basta considerar a seguinte hipótese: imagine que, hoje, o governo dê 100 milhões de reais para cada brasileiro. Os brasileiros terão ficado ricos? Claro que não, simplesmente, os 100 milhões não valerão nada, porque ninguém irá vender uma mercadoria por dinheiro que todo mundo tem no bolso. O resultado é que os preços aumentam loucamente e, depois de um tempo, os 100 milhões não darão para pagar nem uma balinha...
Inflação é o nome dessa perda de valor do dinheiro. Mas o plano de Rui Barbosa não foi totalmente ruim. Alguns empresários montaram fábricas com os financiamentos. Os fazendeiros tiveram mais dinheiro circulando, necessário para investir, pagar salários. Mas a inflação, é óbvio, cresceu muito. Pior ainda, indivíduos desonestos criaram empresas fantasmas (só existiam no papel), que foram utilizadas como pretexto para se conseguir o empréstimo garantido pelo governo. Essas empresas podiam ter suas ações vendidas na Bolsa de Valores! Ou seja, ganhava-se um bom dinheiro com empresas que não existiam de fato!
O plano de Rui Barbosa foi criticado duramente. Os especuladores ganhando com empresa fantasmas pareciam apostadores no Jóquei. Encilhamento é o nome que se dá ao último momento das apostas de corrida, o instante em que os malandros se dão bem, e os otários se dão mal. A economia brasileira, nessa época estava parecendo uma bolsa de apostas. Por isso, os inimigos de Rui chamaram o plano de Encilhamento. Rui Barbosa foi demitido. Os governos que vieram depois trataram de adotar linhas de austeridade econômica na tentativa de controlar a inflação: diminuíram os gastos do governo (portanto, menos obras públicas) e aumentaram os impostos.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Com muito orgulho...

Não é verdade que a Olimpíada aconteça de quatro em quatro anos. Pelo menos para os brasileiros, povo atleta por natureza, os jogos olímpicos se realizam todo dia. É que pouca gente presta atenção. medalha de ouro, de prata, de bronze, em várias modalidades.
Por exemplo, no tiro a equipe do Brasil ganhou o terceiro lugar na primeira Olimpíada de que participou, em 1920, na Bélgica. Fosse hoje, qualquer PM paulista ou carioca dava de 10 a 0 naquela turma.
Revezamento, não tem ninguém pro lixeiro. Procure acompanhar, uma noite, o desempenho da equipe no quarteirão da sua casa. Eles ainda por cima inventaram uma mistura de corrida com basquete, e pode ver: não erram um arremesso de saco naquele buraco do caminhão. Quando chega o verão com as chuvas, revela-se o pessoal dos esportes aquáticos. Natação é bico, eles já saem da porta da rua dando braçadas. Na canoagem ou no iatismo, o brasileiro, sempre criativo, veio com a novidade: é com o automóvel, aquela emoção na enxurrada, sem remo nem vela. Ah, e tem o pólo aquático: em vez da bola, é o móvel da casa que ele vai controlando com os braços acima da cabeça, pra não molhar.
Falar em arremesso, o de tijolo em obra não deixa pedreiro nenhum passar vergonha na modalidade. Assim como o entregador de jornal, grande esportista da madrugada.
Ginástica é com a turma que pega o metrô das seis, exercitando-se no coletivo em dois períodos: pela manhã e à tarde.
E tem melhor maratonista que carteiro? Onde?
Levantamento de peso, vai em qualquer doca aí ver o que é um campeão!
Em modalidades onde o que vale é a porrada, com o boxe (chamado pancrácio, nos primeiros Jogos, na Grécia antiga), o taekwendo, judô, greco-romana, basta ir ao estádio de futebol em dia de decisão de campeonato.
Nos 100 metros rasos, trombadinha é medalha de ouro. Ou camelô na hora do "rapa".
dizem que, além de ciclismo, vão instituir o motociclismo na Olimpíada. Aí não vai ter medalha que chegue para o entregador de pizza.
Hipismo anda meio fraco, mas ainda tem muito peão que tange gado por esse interior afora. Medalha de bronze.
Esgrima é todo fim de mês, salário mínimo contra o aluguel e o fiado.
O beisebol não faz a cabeça do brasileiro, a não ser da polícia; o que tem de policial dando bastonada em nego por aí não é fácil.
No arco e flecha vimos decaindo nos últimos tempos. Na verdade, a decadência começou com os bandeirantes, que foram detonando um a um nossos indígenas, supercraques históricos; depois ainda vieram os grileiros. Daí que nessa modalidade o futuro olímpico está comprometido.
A propósito, na marcha, não demora vamos ganhar todas as medalhas, com os sem-terra.
Mas conosco não tem podosco, como falavam nossos ancestrais. A gente não precisa nem de todo esse aparato que os outros usam, não precisa de centro de treinamento climatizado; nem de tecidos especiais, que não absorvem a água do maiô de natação. O treinamento é no ônibus mesmo, ou no pé-dois. Tudo atleta, campeão de nascença, povo vitorioso, de imbatível espírito olímpico.
Só não vem com badminton. Não vem (com perdão do barão Pierre de Coubertain) com veadagem, que o brasileiro é antes de tudo, macho. É ou não é?




                                       ...Com muito amor

Aos jovens e crianças...

Alguma vez na sua vida você já quis comprar tudo o que aparece na TV, sem se preocupar com quem vai pagar? Já teve problemas com amigos fofoqueiros ou já delatou alguém na escola? Já mentiu, já "passou cola" em prova? Já foi acusado injustamente de alguma coisa que não fez? Já enfrentou um valentão e obedeceu suas ordens com medo de apanhar dele? Já teve ciúmes dos pais, inveja de alguém, foi humilhado e se viu sozinho e com medo do fracasso?
Parabéns! Se você respondeu não a todas essas perguntas, não tem motivo para ficar orgulhoso. Você deve ser o mais novo robozinho da indústria cibernética!
Parabéns! Se respondeu sim a algumas dessas perguntas, não tem motivo para ficar envergonhado. Você é humano!
E ser humano é ter dúvidas. É saber que o Bem e o Mal não existem de maneira solta, no ar, como se fossem pássaros. São coisas difíceis de compreender. Difíceis de definir nosso dia-a-dia. Mais difícil ainda é saber optar quando enfrentamos uma situação que nos obriga a tomar uma posição e a gente não tem muita certeza se vai agir certo ou errado naquela hora.
Essas decisões difíceis contribuem para a formação da consciência moral. Verdade: a gente aprende a formar uma opinião sobre o que é certo e errado. não nascemos sabendo isso nem podemos jogar nas costas dos outros (pais, professores, sacerdotes, parentes, amigos mais velhos) a responsabilidade de decidirem por nós. 
Antigamente, no tempo dos avós, era comum que o patriarca da família olhasse feio e pronto! Os filhos calavam-se, encolhiam-se, obedeciam em tudo...
Será que por isso os filhos sabiam o que era certo ou errado? Ou só agiam por medo?
Hoje, tem muita gente que acha que que o jovem e a criança já têm de saber sozinhos o que é certo ou errado. E se um adolescente faz uma bobagem é culpa dele. Há também quem acuse a própria escola, como se ela tivesse obrigação de ensinar moral para os alunos.
Sabe de uma coisa? A escola tem sim uma grande obrigação para com seus alunos. Mas não como um substituto de um pai autoritário. Não para oferecer o único lugar onde os jovens poderão descobrir certezas no seu comportamento. Na verdade, a escola deve ser o espaço de discussão de temas morais. Lugar onde se possam colocar situações de conflito para se discutir e refletir sobre valores, para que cada um chegue a uma conclusão própria, autônoma, sobre o que deveria ser feito. Mesmo porque apenas você será responsável pela sua decisão.
Ao discutir saídas para os diversos problemas atuais, percebemos que o diálogo entre as pessoas interessadas na construção de valores como justiça, liberdade, dignidade, respeito à vida é o caminho para nosso aperfeiçoamento e meta para um mundo justo.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Olga Benário: idealismo, amor e tragédia

Olga Benário Prestes. Alemã, judia,
brasileira, internacionalista.
Olga Benário nasceu na Alemanha. Apesar de vir de uma família de posses, muito jovem ela já militava no Partido Comunista. Suas atividades revolucionárias puseram a polícia nos seus belos calcanhares. Como tantos comunistas perseguidos na época, foi obrigada a fugir para a URSS.
Em Moscou, o Komintern (Internacional Comunista) coordenava as ações revolucionárias em todo o mundo e designou Olga para uma missão supersecreta: escoltar um revolucionário sul-americano que iria comandar uma revolta antifascista em seu país. Naquela época, anos 30, os comunistas do mundo inteiro estavam muito unidos e participavam das lutas dos companheiros em outros países. (Era o ideal internacionalista.)
O revolucionário que Olga iria acompanhar era Luís Carlos Prestes, capitão do exército, de ideais tenentistas, que comandou a Coluna Prestes. Depois de estudar as obras de Marx , Engels e Lênin, Prestes abandonou o tenentismo e se tornou comunista. Agora ele voltava secretamente ao Brasil para lutar contra Vargas na revolta liderada pela ANL.
Um pouco de romantismo: na viagem secreta ao Brasil, com passaportes falsos, Olga e Prestes se apaixonaram de verdade e passaram a viver juntos, como marido e mulher.
A revolta da ANL em 1935, foi um fracasso. Getúlio mandou prender milhares de pessoas. O chefe da polícia getulista era o terrível Filinto Müller. Nazista assumido, torturava barbaramente os presos que caíam sob suas botas.
Depois de uma caçada implacável pelas ruas do Rio de Janeiro, Filinto Müller capturou Prestes e Olga Benário. Prestes foi condenado à prisão e Olga, devolvida à Alemanha. Na época, a Alemanha já tinha sob o jugo dos nazistas. sendo comunista, Olga estava com a cabeça posta a prêmio. Para piorar, ela era judia. E sabemos que os nazistas odiavam os judeus. Pela lei brasileira, Olga não poderia ser extraditada (expulsa do país) porque estava esperando uma filha de Prestes. Mesmo assim, Getúlio ordenou que ela fosse entregue à Gestapo (polícia secreta nazista). Olga teve a filha quando era prisioneira num campo de concentração. Em 1942 ela foi executada na câmara de gás.

A Revolução nas Artes Plásticas

O francês Braque seguia o estilo cubista. Observe como
ele decompôs a realidade em vários planos geométricos para valorizar as formas. O cubismo contestava a representação tradicional
do espaço em três dimensões. Em certa época, Picasso
também pintou em estilo cubista.

Desde o século XIX que os pintores impressionistas já anunciavam que a finalidade da pintura não era imitar a fotografia. O artista deveria criar uma realidade, mais bonita, mais interessante e que nos levasse a refletir sobre nosso cotidiano e os problemas do mundo. O pintor espanhol Pablo Picasso disse: “A arte é uma mentira que nos faz perceber a verdade”.
Quando você examinar uma pintura moderna, não tende ver se o artista “fez as coisinhas direitinho, parecendo que são de verdade”. Bote entre parênteses toda a sua maneira de usual de ver o mundo. Procure entrar na pintura, sentir como ela pode ser bonita por si mesma, pelas regras estéticas que ela mesmo determinou.
No início do século XX, proliferaram vários movimentos estéticos. Mais ou menos de 1905 a 1920, os mais importantes foram o expressionismo, o fauvismo, o futurismo, o cubismo, o dadaísmo e o surrealismo. Ficaram na moda até os anos 40. A moda do abstraticismo durou mais tempo.

Repare que o espanhol Pablo Picasso fez um retrato
 que mostra o rosto da moça ao mesmo tempo de frente
e de perfil. Admire a riquíssima variedade de cores.
Picasso é considerado o mais importante pintor
do século XX. Note a influência cubista e expressionista..
Mulheres e pássaro ao nascer do sol, 1946. O pintor espanhol
Juan Miró criou formas estranhas, pequenas, delicadas
e coloridas. Parecem ter saído da cabeça de um louco
delirante. Mas foram produzidas por um artista pleno de
consciência. Você seria capaz de inventar algo assim?
O pintor futurista italiano Luigi Russolo chamou seu quadro deO dinamismo de um automóvel (1913). Os futuristas propunham uma arte
que expressasse os novos tempos: a máquina, o homem-massa das grandes
cidades, a indústria, as mudanças violentas.
Obra de Henri Matisse. O fauvismo valorizava a "pureza das cores".
O francês Magritte foi um dos mestres do surrealismo. As obras
surrealistas parecem absurdas. São imagens ilógicas e
eróticas que só aparecem nos sonhos. Outra influência
das ideias de Freud sobre as artes.
 Essa pintura é bela ou apenas imaginativa? (
Mania das Grandezas.)
Obra do russo Kandinski, Batalha naval (1913). A pintura abstrata pouco
importa com a realidade física: o que vale é o que está na própria
tela, a proporção entre os traços, alegria em misturar cores
com bom gosto. Não vemos os navios e o canhões, mas sentimos
a confusão e o ardor da batalha.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

A Semana de 22: o modernismo no Brasil

O Brasil é um país que faz parte da cultura ocidental. Os movimentos estéticos europeus sempre influenciaram nossos artistas e escritores. Por isso, o modernismo também mudou a cabeça dos brasileiros.
Os ideais modernistas chegaram ao Brasil com quase vinte anos de atraso. Naquela época, a troca de informações entre os continentes era menor e mais lenta do que hoje. Além disso, havia o atraso econômico do Brasil. A arte modernista refletia o mundo da máquina, da cidade grande, da velocidade, do capitalismo industrial, da revolução social. Pois, no Brasil, essa realidade moderna estava ainda nascendo. Portanto, era natural nosso "atraso" cultural. (Será que existe mesmo esse tipo de atraso?)
As novas modas estáticas foram trazidas por jovens artistas e intelectuais da elite brasileira que tinham recursos para viajar até Paris, Berlim e Londres.

Antropofagia, de Tarsila do Amaral, é um exemplo da pintura
que tanto chocou os críticos conservadores brasileiros.
O ano de 1922 foi o grande marco do nosso modernismo. É bom lembrarmos que naquele ano estourou a primeira rebelião tenentista, o episódio dos Dezoito do Forte. Foi também o ano da fundação do Partido Comunista do Brasil. O país estava grávido de mudanças!
Os rapazes e as moças queriam divulgar a nova maneira de fazer arte e poesia que eles já praticavam havia algum tempo. Para isso, organizaram a célebre Semana de Arte Moderna de 1922, na capital paulista. Estavam lá, apresentando suas obras, jovens e atrevidos poetas e escritores, como Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Menotti del Picchia, Manuel Bandeira, músicos como Heitor Villa-Lobos, artistas plásticos, como Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Vicente do Rego Monteiro, Victor Brecheret.
A Semana de Arte Moderna foi patrocinada pela burguesia cafeeira e teve lugar no sofisticado Teatro Municipal de São Paulo. Mesmo assim, os visitantes ficaram chocados. A linguagem era tão nova e inesperada que o público, acostumado com a arte acadêmica tradicional, considerou aquilo tudo uma grande bobagem. Teve gente que vaiou, ficou imitando galinha e cachorro durante as declarações de poesia, jogou tomates e ovos nos músicos. Essa reação não era nova nem inesperada: pouco tempo antes, o escritor Monteiro Lobato já havia atacado a pintura modernista de Anita Malfatti. uma mostra de que alguns intelectuais não compreendiam as novas propostas.

Diana Caçadora mostra formas delicadas e arredondadas, quase
geométricas, típicas de Victor Brecheret.
O modernismo foi muito importante para a cultura brasileira. estimulou os escritores e artistas a criarem uma cultura genuinamente brasileira. Já que era diferente da Europa e dos EUA, o Brasil deveria criar uma cultura adequada à sua própria realidade, que levasse os brasileiros a compreenderem melhor a si mesmos e ao seu país. Oswald de Andrade falava da cultura antropofágica. Como sabemos, os antropofágicos são comedores de gente. Pois os brasileiros deveriam ser antropofágicos em relação à cultura europeia. Ou seja, em vez de rejeitá-la, deveriam absorvê-la. Mas de um jeito especial: matando, devorando e aproveitando seus sucos vitais para se desenvolverem com autonomia.

Entre o novo e o velho

Auto-retrato na fronteira do México com os Estados Unidos,
da pintora mexicana Frida Kahlo (1932).
Os símbolos da modernidade convivem com os da tradição.


Repare na pintura da artista plástica Frida Kahlo. Ela expressa o sentimento dividido dos intelectuais de esquerda mexicanos nas primeiras décadas do século XX. A própria Kahlo está com um elegante vestido rosa, uma bandeira do México na mão. À esquerda, a paisagem mexicana: forças da natureza (Sol, lua, raios, flores, pedras) e herança da cultura indígena (estátuas e templos astecas); à direita, a bandeira dos EUA, as fábricas, fumaça poluente, tecnologia (motor, lâmpada, alto-falante).
Os dois lados apresentam coisas interessantes. Conseguiria o México se tornar um país capaz de absorver a tecnologia e o desenvolvimento econômico sem destruir o que havia de bonito e vigoroso nas tradições culturais de seu povo? De certo modo, um dilema de toda a América Latina no século XX.